Espaço do Céu - Astrologia
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Celisa Beranger
Os Atuais Ciclos Planetários e a Grande Mutação de 2020
Autor(a):
Celisa Beranger
em
12 de setembro de 2015
OS ATUAIS CICLOS PLANETÁRIOS
Quadratura Decrescente Júpiter/Saturno
Oposição Júpiter/NetunoTrígono Decrescente Júpiter/Plutão
Quadratura Decrescente Saturno/Netuno
A quadratura Urano/Plutão, tendo encerrado o sétimo aspecto exato em março passado, não se encontra na lista acima, porém se mantém atuante porque o último aspecto marcou o mapa do Equinócio de Áries de 2015 e, desta forma, se mantém até o próximo Equinócio, em 2016. A atuação da quadratura foi constatada em julho, quando Sol e Marte, em Câncer, formaram com ela uma quadratura T. Durante a permanência dessa figura, ocorreram diversos atentados e demonstrações de violência, tensões e protestos. Em janeiro de 2016 a quadratura Urano/Plutão fará sua última aproximação, menos de 1º. O Sol irá mobilizá-la e, também a Lua.
Após seis anos de crise econômica, conflitos armados e ameaças, extremismo, terrorismo, desastres naturais e muita anormalidade, deverão ocorrer ajustes às novas circunstâncias. Poderão se apresentar mais chances de solução para os problemas surgidos nos últimos seis anos e haverá uma certa redução do impacto e dramaticidade das condições que foram vivenciadas. Até o final da década, nem a economia nem os mercados voltarão a crescer como antes do início da crise no final de 2008. O quadro político também não será animador, mas deveremos constatar um certo movimento de retomada.
Individualmente, quem tiver aprendido com este tempo estará agora mais sábio.
A partir do dia 17 (setembro), oposição Júpiter/Netuno, os ciclos decrescentes passam a predominar, sendo 6 em 10. Outros 4 ciclos permanecerão crescentes: Júpiter/Urano, Urano/Netuno, Urano/Plutão e Netuno/Plutão.
A predominância de ciclos decrescentes acentua a baixa do índice cíclico proposto pelo francês André Barbault. O índice é gerado pela distância entre os planetas lentos que, seguramente, vocês conhecem bem porque Adolfo Gerez o utiliza.

Podemos observar no gráfico que, a partir de 2015, a baixa do índice se acentua e atingirá em 2020 o nível mais baixo do século. A partir de então, voltará a ascender em função do começo de três novos ciclos e da aproximação dos 5 planetas dentro de um quarto do zodíaco.
Vejamos agora os ciclos inicialmente listados.
CICLO JÚPITER/SATURNO – Quadratura Decrescente
Este é um ciclo importante sob o ponto de vista da evolução social, política e econômica. Antes da descoberta de Urano, Netuno e Plutão este ciclo era designado como marcador do tempo. Júpiter e Saturno eram denominados como Cronocratores, não apenas em função do ciclo de 20 anos de uma conjunção a outra, mas porque um conjunto de 10 conjunções em cada elemento forma um grande ciclo que dura cerca de 800 anos.
O ciclo atual, que teve início em 28 maio de 2000, em 22º 43’ de Touro, encerra a etapa das conjunções no elemento Terra. A etapa teve início em 26 de janeiro de 1842, em 8º54’de Capricórnio; foi interrompida em termos de elemento pelas duas conjunções de 1981em Libra – 04 de março em 8º06º e 24 de julho em 4º 56’. Na segunda etapa desta apresentação abordaremos a questão da mudança de elemento.
O começo do ciclo atual, apresentou uma característica muito especial, pois dias antes da única conjunção exata, em 3 de maio de 2000, ocorreu uma Doriforia (que significa escolta), quando todos os astros visíveis se encontravam no signo fixo de Terra. A participação da conjunção na Doriforia a marcou e fortaleceu, apontando para a importância do simples e natural, importância do nosso planeta, e também a volta à realidade concreta. Em função da quadratura com Urano, em 20º de Aquário, por ocasião da concentração e da conjunção, muitas empresas de internet, sem qualquer apoio na realidade, causaram a derrubada da bolsa Nasdaq de Nova York.

O ciclo atual culminou em 23 de maio de 2010, em 27º53’ Peixes/Virgem dentro do contexto da grande quadratura T daquele ano que, dentre outras coisas, mostrou a magnitude da crise econômica mundial.
O orbe considerado para a quadratura dentro do ciclo é 7º, portanto a atual quadratura decrescente Júpiter/Saturno teve início em julho. O primeiro dos três aspectos exatos ocorreu em 03 de agosto, em 28º17’ de Leão/Escorpião. Além do envolvimento dos pessoais Mercúrio e Vênus, em conjunção com Júpiter, também Plutão exacerbava a quadratura uma vez que, simultaneamente, Júpiter estava em sesquiquadratura e Saturno em semiquadratura, ambas decrescentes. Podemos constatar que os aspectos exatos dos três ciclos ocorreram em datas muito próximas:
Júpiter/Saturno – 03 de agosto em 28º17’ Leão/Escorpião,
Júpiter/Plutão – 04 de agosto em 28º34’ Leão/Capricórnio
Saturno/Plutão – 13 de agosto 28º23’ Escorpião/Capricórnio.
De uma maneira geral, podemos dizer que o significado da quadratura do ciclo Júpiter/Saturno indica que, na ocasião, o potencial e realização não interagem. Obstáculos ao desenvolvimento são causados por falta de planejamento, desatenção aos detalhes ou às leis, especialmente nas questões representadas por Júpiter, tais como as migrações (um grave problema atual), os negócios mundiais, a educação e a religião.
Coletivamente, a quadratura indica dificuldades para promover progresso e expansão porque há leis que precisam ser alteradas e mudanças que precisam ser efetuadas, mas falta um planejamento claro, atenção aos detalhes e respeito às leis vigentes. Um lado puxa para revisão e mudanças necessárias, mas outro lado resiste até que, em função das consequências, a revisão ocorra.
Porém, caso a revisão não ocorra, pode gerar desestruturação social ou política, ruptura de alianças e tratados e ainda problemas econômicos.
Os aspectos desarmônicos do ciclo costumam desfavorecer os mercados causando queda nas bolsas, como ocorreu entre o final de julho e começo de agosto.
A chave para a quadratura é o funcionamento em termos dos significados de Saturno: paciência, cautela, planejamento, esforço e visão de longo prazo.
Outra questão do ciclo Júpiter/Saturno é a respeitada indicação do francês André Barbault com relação ao ciclo estar diretamente relacionado ao desenvolvimento da Europa. Por este motivo, a quadratura pode indicar mais um problema na União Europeia, em função das disparidades existentes. Em julho constatamos o esforço da Comunidade para manter a Grécia na zona do euro, uma vez que sua saída poderia ser seguida por outros países também hostis à moeda única]. A crise continua e em 20 de agosto o primeiro ministro grego apresentou sua demissão e convocou novas eleições.
Embora não utilizando a moeda, no próximo ano a Grã-Bretanha promoverá um plebiscito para decidir se permanecerá ou não na Comunidade Europeia.
De qualquer modo, os imigrantes e refugiados são atualmente o grande problema da União Europeia, em julho e agosto a situação se agravou. Em 8 meses, mais de 300.000, 40% mais que o registrado em todo o ano de 2014, a maioria da Síria, Afeganistão e Eritréia.
Hungria 102.342.
Grécia 132.240
Itália 91.302
Além do mais, até agosto, ocorreram 3.279 mortes em viajem.
As solicitações de asilo também aumentaram muito em 2015
Alemanha 430.000
França 255.000Suécia 240.000
Itália 140.000
Inglaterra 130.000
O atual ciclo Júpiter/Saturno também mobiliza os Estados Unidos, uma vez que a astrocartografia mostrou que a conjunção se localizou no Meio do Céu de Washington.
Em 2016 a quadratura terá mais dois aspectos exatos:
O segundo em 23 de março, em 16º24’ de Virgem/Sagitário, será fortemente mobilizado pelo eclipse Total do Sol do dia 08 de março, em 18º56’ de Peixes, fazendo com ela uma quadratura em T.
