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A Respeito da Matéria Astrologia Funciona (Mas Não Como Você Imagina)

Celisa Beranger em 13 de agosto de 2014

Atenção

Sr. Diretor de Redação, Denis Russo Burgierman,

A Astrologia não é uma crença, mas o primeiro saber constituído pelo homem para entender sua participação no cosmo. Reconhecidamente o saber astrológico está nos portais da História de Ciência  e não depende de ser ou não acreditada, mas sim de ser constatada.

A denominação horóscopo, utilizada em  jornais e revistas a partir da década  de 30, é indevida. O termo grego horoskopos  significa  “a marca da hora”. Por este motivo, a Astrologia individual, desenvolvida a partir do século II aC, era designada como  Horoscópica porque utilizava a hora do nascimento.

O horóscopo atual  é uma simplificação extremamente reduzida da Astrologia. A humanidade não está dividida em 12 tipos, correspondentes aos signos percorridos pelo Sol. Apenas o mapa completo, contendo os dois luminares e os oito planetas, os doze signos e as doze casas, pode apresentar a singularidade de cada pessoa.

Aliás, desde os primórdios, além do Mapa do Nascimento, a Astrologia utiliza também  o Mapa da Concepção, designado como Época. Idealmente os dois mapas devem ser considerados.

O caminho aparente do Sol, Eclíptica, está no centro do Zodíaco, que possui  dois enfoques: o Sideral (sider=estrela) é constituído pelas constelações e o Tropical (baseado nos Trópicos de Câncer e Capricórnio) é constituído pelos signos resultantes da divisão em doze partes iguais da Eclíptica.

De qualquer modo, é preciso distinguir signos de constelações. Signos resultam da divisão matemática e possuem a mesma extensão, 30º. Constelações são constituídas por um aglomerado de estrelas, suas dimensões são desiguais, umas pequenas, como Câncer e Libra,  outras muito grandes, como Virgem e Aquário.

O Zodíaco Tropical teve origem na Mesopotâmia e é o mais utilizado no Ocidente. Suas marcas principais são os pontos dos Equinócios e Solstícios, correspondentes respectivamente ao grau zero dos signos de Áries e Libra, Câncer e Capricórnio. A chegada do Sol a cada um destes pontos segue marcando o começo das estações na Terra.
Também é preciso distinguir signos (sinais) de planetas (errantes) e luminares. Para a Astrologia os signos são qualidades perfeitas, mas não possuem a mesma importância dos luminares e planetas, porque apenas estes promovem significados.  O horóscopo moderno popularizou os signos em detrimento da importância dos luminares e planetas.

De qualquer modo a Astrologia não considera que os luminares e planetas influenciam, mas sim que há uma correlação entre suas posições e movimentos e as tendências e condições pessoais ou coletivas.

Por exemplo, a atual crise financeira, iniciada na Lua Cheia de 15 setembro de 2008, estava  prevista desde  2000 em função da repetição dos movimentos  do céu a partir do crack de 1929.

A  Astrologia é qualitativa, por este motivo é  difícil  enquadrá-la em estatísticas.  De qualquer modo, a extensa pesquisa do francês Michel Gauquelin teve sua validade  reconhecida  por acadêmicos como  George Abell da Universidade da Califórnia, Marvin Zelen de Harvard e  Paul  Kutz da Universidade de Nova York e ainda pelos cientistas Eysenck e Nias da Universidade de Londres  e pelo  astrônomo Percy Seymour, da Universidade de Plymouth, que se baseou em Gauquelin para  elaborar a tese publicada em 1988 sob o título “Astrologia: A Evidência Científica”.

Finalmente, não podemos deixar de citar a pesquisa de 30 anos do americano Richard Tarnas, doutor em Filosofia, publicada em 2006 sob o título, “Cosmos and Psyche”, demonstrando a correlação entre os movimentos planetários do cosmo e uma enormidade de acontecimentos históricos e culturais.

Solicito a citação de meu questionamento a respeito da matéria.

Atenciosamente,

Celisa Beranger

Formação acadêmica em Arquitetura com pós em Urbanismo.

Astrologia – Pesquisadora, professora, consultora, autora e palestrante em congressos nacionais e internacionais.

Ex-presidente do SINARJ – Sindicato dos Astrólogos do Rio de Janeiro e da CNA – Central Nacional de Astrologia.

 

 

Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2014.