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Eventos Celestes e Perspectivas para 2011 – As Marcas da Década

Celisa Beranger em 28 de janeiro de 2011

Comentário a respeito de 2010

Em 2010 o mundo vivenciou algumas das tensões econômicas, políticas e sociais previstas através da astrologia. O déficit público colocou a União Européia em risco. Os Estados Unidos e continuam com muita dificuldade para sair da crise e vivenciaram o maior desastre ambiental de sua história. Nosso planeta mostrou sua revolta em uma grande quantidade de desastres da natureza: terremotos (Haiti, Chile e Nova Zelândia), tsunami no Chile, erupções vulcânicas (Islândia e Indonésia), grandes inundações (Brasil, China,  Paquistão, Austrália). Os problemas climáticos causaram temperaturas extremas especialmente no Hemisfério Norte (tanto no inverno como no verão). O ano terminou com frio e nevascas (Europa, China e Estados Unidos) e 2011 começou com chuvas intensas e inundações (Austrália, Brasil, Filipinas e Sri Lanka).

E os especialistas em mudanças climáticas (como brasileiro Luiz Claudio Costa) afirmam que, especialmente as chuvas torrenciais, continuarão a ocorrer com mais intensidade e frequência.

Países com posições no início dos cardinais

A grande maioria esteve na mídia em 2010 e continuará em 2011 porque os graus que Plutão deixou em Capricórnio serão ativados por Urano em Áries.

Afeganistão – Plutão 2º de Libra
Argentina – Mercúrio 6º de Câncer, Vênus 11º e Sol 17º
Alemanha – Urano 5º de Capricórnio e Sol 9º de Libra
Brasil – Plutão 0º de Áries, Netuno 2º e Urano 3º de Capricórnio
China – Urano 4º 59’ de Câncer e Sol 7º 49’ de Libra
Colômbia – Mercúrio 7º de Capricórnio e Vênus 11º
Coréia do Norte – Urano 0º de Câncer
Espanha – Marte 0º de Câncer, Plutão 10º de Libra e Lua 11º de Câncer
França – Vênus 3º de Libra, Sol 12º e Mercúrio 13º
Grécia – Plutão 6º52’ de Áries
Indonésia – Marte 0º de Libra e Sol 5º de Capricórnio
Irã – Vênus 3º de Capricórnio
Israel – Vênus 4º de Câncer
México – Sol 5º de Libra
Paquistão – Marte 0º de Câncer
Polônia – Marte 2º de Capricórnio e Plutão 6º de Câncer
Rússia – Sol 3º de Capricórnio
Turquia – Marte 7º de Libra
EUA – Vênus 3º e Júpiter 6º de Câncer

Acrescentamos agora:

Egito – Saturno em 5º de Libra, Plutão em 7º de Câncer e Lua e Júpiter em 16º de Libra.
Inglaterra – Urano 1º de Libra e Sol 10º de Capricórnio.
Itália República – Mercúrio 1º de Câncer e Netuno 5º de Libra.

A quadratura T ficou para trás, mas a crise econômica não acabou nem o contexto cardinal. Até 2012 continuamos com 03 planetas lentos nos signos cardinais e, apesar de Saturno deixar Libra em outubro de 2012, a quadratura Urano/Plutão manterá o clima até 2015.

Portanto, o céu continua a indicar que estamos em um tempo de mudança de padrão e de virada marcante na consciência da humanidade. Além do mais, a ênfase nos signos cardinais continua a indicar que as coisas mudam rapidamente. E a natureza é o principal exemplo disto. Sua força destrutiva repentina tem aparecido com mais constância para mostrar aos homens que ela tem um movimento próprio e eles não têm controle sobre ela.

Como ocorreu na década de 30, após a quadratura T de 1931, entre 1932 e 1934, se desenvolveram 05 conjunções exatas Urano – Plutão.  Após a quadratura de 2010, a segunda década do século XXI será marcada por  07 quadraturas exatas entre os dois planetas das grandes mudanças.

Contudo, o pano de fundo da década será a posição por signo de Urano em Áries, Netuno em Peixes e Plutão em Capricórnio. Em 2011 ocorrem duas mudanças significativas: a entrada definitiva de Urano em Áries e a primeira entrada de Netuno em Peixes.

O ano de 2011 começou ainda no clima dos dois eventos do dia 21 de dezembro de 2010 marcados pela conjunção Júpiter/Urano que, entre outras coisas, indicam a aceleração de acontecimentos, imprevistos e riscos.

É preciso ressaltar que, tanto estes dois mapas como os demais ingressos nos signos cardinais de 2011, têm como marca a ligação tensa do Sol com Urano, indicando imprevistos, reviravoltas, protestos, atitudes ditatoriais, revoltas contra autoridade e acidentes.

Os protestos na Tunísia derrubaram o ditador Ben Ali e isto foi o estopim para despertar  jovens de  países próximos a desafiarem regimes autoritários, como é caso principalmente do Egito, mas também da Líbia, Argélia, Marrocos e  Iêmen

Eclipse da Lua (21/12/2010 às 06:18 hs – Brasília) – 29º21’ de Gêmeos 

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No mapa elaborado para o Brasil a Lua está na casa 7, mas  a casa enfatizada é a primeira com Mercúrio retrógrado no Ascendente, Sol, Plutão e Marte.

Esta ênfase indica que a população está em visibilidade, mas por questões problemáticas, em função da quadratura com a conjunção Júpiter-Urano na casa 4. Este posicionamento indica problemas climáticos e destruição repentina como presenciamos na região serrana do Rio de Janeiro. No verão, todos os anos a região enfrenta problemas, mas não nas proporções atuais, especialmente no que se refere à perda de vidas. Também São Paulo e Minas Gerais foram castigados pelas chuvas e agora Santa Catarina.

 

 

Solstício de Capricórnio (21/12/2010 às 21 hs –  Brasília)

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O Sol na casa 5 em quadratura com  a conjunção Júpiter/Urano na casa 8  é inflacionário e enfatiza a dívida pública. Na semana de 10 a 15 o Ministro Guido Mantega confirmou a necessidade de um corte de até 40 bilhões e no dia 19,  após 06 meses, a taxa de juros voltou a aumentar.

A presença da Lua na casa 12, em oposição a Plutão e Marte na casa 6 indicam problemas relativos à saúde e até o perigo de epidemias. Na verdade, o governo está preocupado com a situação crítica de 16 estados no que se refere à dengue.

 

 

 

Características específicas do primeiro ano da década.

– A ocorrência de 06 eclipses.

Em 04 de janeiro ocorreu um eclipse parcial do Sol. Entre 01 de junho e 01 de julho teremos três eclipses sucessivos, ao invés de dois. Isto é devido à substituição de uma das séries de Saros (ciclo de eclipses descoberto na Babilônia), quando a série substituta já está atuando em paralelo com a série que está terminando e por isto ocorrem eclipses solares em duas luas novas seguidas.

Esta condição também reduz a diferença de tempo com relação ao eclipse seguinte, que ao invés de 06 ocorre 05 lunações depois. Assim, em 25 de novembro e 10 de dezembro teremos mais um par de eclipses completando os 06 do ano.

Os antigos diziam que quanto mais eclipses ocorrem mais difícil pode ser o ano, uma vez que os períodos próximos a eles costumam ser conturbados. As ocorrências após o primeiro eclipse parecem confirmar que eles tinham razão.

– A segunda ocorrência do ano é uma concentração de planetas no signo de Áries, que abordaremos mais à frente.

– A terceira é a mudança de signo de Netuno, que ocorre a cada 14 anos.

Eclipse Parcial do Sol (04/01/2011 às 06:52 hs – Brasília) – 13º38’ de Capricórnio

O eclipse foi visível na Europa, península Adriática, norte da África e oeste da Ásia.

Além do eclipse, no dia 04 ocorreu a terceira e última conjunção exata Júpiter/Urano, em 27º02’ de Peixes.

Saturno, regente de Capricórnio, além de dispositor também governa o eclipse porque, posicionado em 16º48’ de Libra, está em quadratura com ele. Esta condição não é um bom presságio para alguns governantes porque indica perda de poder ou de prestígio. Além do mais, as dificuldades políticas e até em termos de intervenção armada estão reforçadas devido à quadratura de Saturno com Marte em Capricórnio, portanto ambos em signos de exaltação.

Como citamos antes o ditador da Tunísia deixou o poder após 23 anos e foi o estopim para outras revoltas.

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No mapa elaborado para o Brasil Saturno está na casa 10. E como no eclipse da Lua, a ênfase está na casa 1.

Apesar do grau estar em  trígono com o Sol do Mapa da Independência, em 14º de Virgem, o eclipse não promete um começo fácil para o governo da Presidente Dilma Rousseff, tanto ela como os governadores que tomaram posso três dias antes do eclipse tiveram seus  governos  marcados  pelo eclipse.

O contexto é de dificuldades e obstáculos a serem enfrentados.Além do mais, a presença de Plutão na casa 12, em quadratura ao Meio do Céu, expõe o governo a condições e mudanças muito difíceis.

O eclipse apresenta também a quadratura exata Netuno/Vênus, que para o Brasil está nas casas 2 e 11 e pode indicar uma trapaça ou uma fraude envolvendo o congresso.

Conjunção Júpiter/Urano

Vejamos um pouco a respeito da conjunção que teve início em maio de 2010 e marcou os três mapas anteriores. Agora separativa, a atuação da conjunção, deveria  terminar em fevereiro, mas o ciclo continuará a ser desenvolvido pela concentração de planetas em Áries. O ciclo é de inovações progressistas, mas  em Áries recebe impulso para ação imediata e audaciosa e promove riscos de toda natureza.

Mas vejamos o lado positivo e as  inovações que já ocorreram:

Em julho o jato Solar Impulse voou durante  26 horas movido apenas a energia solar.

Em outubro a Virgin Galactic, empresa americana de aviação, divulgou a foto do  1º  vôo teste da espaçonave comercial, que deverá entrar em atividade em 2013.

No início de novembro a NASA inseriu o 1º robonauta na equipe de astronautas enviada para a Estação Espacial Internacional, para funcionar como  um faz-tudo. No Japão já existem restaurantes nos quais a maioria dos empregados são robôs.

A holografia 3D, ficção científica no primeiro filme “Guerra nas Estrelas” de 30 anos atrás, já é realidade e pode revolucionar a medicina e as comunicações.

Diversas montadoras lançaram carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in: GM ,Mitsubishi, Peugeot, Nissan, etc…

Mas acelerou os protestos na Europa e agora nos países árabes. Em termos econômicos incentivou a especulação que  pode ter formado bolhas.

Vejamos agora o desenvolvimento do ano.

Júpiter em Áries e Touro

Em 22 de janeiro Júpiter entrou novamente em Áries e aí permanecerá até 04 de junho, quando entra em Touro.

O mais importante de seu movimento, em fevereiro, é a retomada da oposição a Saturno (a última das três) que é geradora de desordens e perturbações econômicas e sociais, cuja atuação abordaremos à frente.

Simultaneamente, Júpiter formará a última das três quadraturas a Plutão, exata no dia 25 de fevereiro em 7º01’ de Áries/Capricórnio, que promove exacerbação de poder, mas também contestação à autoridade e o pior é o incentivo ao terrorismo.

Nodos Lunares

Em 13 de fevereiro os nodos (médios) mudam para o eixo Sagitário/Gêmeos, mas sua passagem pelo grau 0 de Capricórnio que contribui para o clima cardinal.

Lua Cheia

Ainda em fevereiro ressaltamos a Lua Cheia do dia 18, em 29º20’ de Leão, em oposição a Netuno que, ainda em Aquário, está na companhia do Sol, Mercúrio e Marte. Há possibilidade de confusões, escândalos, manobras desleais e inundações.

Urano novamente em Áries

Em 11 de março ocorre a entrada definitiva e a passagem continuará até 15/05/2018, quando Urano fará sua primeira entrada em Touro.

Urano valoriza a liberdade, a independência e o individualismo. Atuando de acordo com as próprias regras, não suporta as que restringem sua atuação.  O pioneirismo e empreendedorismo de Áries impulsionam Urano para uma ação rápida e audaciosa, desbravando novos rumos em busca de novas experiências e ressaltando o individualismo e o imediatismo.

Mas a questão principal da entrada definitiva de Urano em Áries é a retomada da quadratura com Plutão.

Em aspectos tensos, Urano é rebelde e dado a rupturas e assim estará durante a maior parte de sua passagem por Áries, especialmente até 2015, em quadratura com Plutão. À frente abordaremos esta quadratura.

Equinócio de Áries (20/03/2011 às 20:22 hs – Brasília)

No clima da Lua Cheia do dia 19, em 28º48’ de Virgem, ocorre o Equinócio  que abre o outono no Hemisfério Sul e dá início ao ano astrológico.

O mapa do Equinócio de Áries é o mais importante dentre os  ingressos porque sua duração é de um ano, enquanto os demais cobrem apenas 03 meses cada um.

Urano estará no grau zero, portanto em conjunção exata ao Sol e em quadratura aos nodos. Sendo assim o ano astrológico promete surpresas, sobressaltos e reviravoltas, especialmente com relação aos países com posições próximas ao  grau 0 dos signos cardinais. Porém também pode ser importante para países como a China, devido à aproximação da quadratura do trânsito de Plutão com o Sol.

O Equinócio apresenta também a marca da oposição Júpiter/Saturno, retomada em fevereiro  cujo  último aspecto exato ocorrerá no dia 28 de março, em 14º21’ Áries/Libra.

Oposição Júpiter/Saturno

Mais uma vez, em 2010 comprovamos que este ciclo reverbera fortemente na Europa. Ficou constatado como havíamos previsto, o problema no interior da União Européia em função do elevado endividamento do grupo denominado como PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha). Apesar da resistência inicial, especialmente por parte da Alemanha, a Grécia recebeu ajuda e em novembro foi a vez da Irlanda. Apesar dos bons resultados dos leilões promovidos na semana de 10 a 15 de janeiro  por Espanha, Itália e Portugal, muito mais é necessário e o risco continua. Além de reduzir gastos é preciso que os governos elaborem políticas que possibilitem a criação de mais empregos. A partir de fevereiro, quando a oposição for retomada, os problemas existentes virão à tona.

E o euro, sempre mobilizado pelo ciclo Júpiter/Saturno, continua ameaçado.

Na semana dos leilões a moeda européia atingiu a menor cotação desde 2002, e só em 2010 perdeu 13%.

Outra questão astrológica que coloca em risco a União Européia (09/05/1950 às 18 hs – Paris) é a troca do trânsito de Plutão pelo de Urano, que reativa a quadratura natal de Vênus em 4º de Áries com Urano em 2º de Câncer. O atual ciclo Júpiter/Saturno, iniciado em maio de 2000, também mobiliza os EUA. Apesar da injeção de mais 600 bilhões no final do ano para mobilizar a economia e promover a queda do dólar para incentivar as exportações, a taxa de desemprego não foi reduzida. E a crise das hipotecas  bateu novo  recorde: um milhão de famílias americanas perderam suas casas em 2010 e a previsão é de um novo recorde em 2011.

O americano Raymond Merriman prevê um ano difícil para os EUA porque além de Plutão continuar em oposição ao Júpiter do mapa do país, Urano fará quadratura com a Vênus e também tensionará o mapa da Reserva Federal. Segundo Merriman, tensões fortes a Vênus e Júpiter são potenciais para quebra, caso não haja cautela e nem medidas para evitar que isto aconteça.

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No mapa elaborado para o Brasil a conjunção Sol/Urano (sobre o Plutão do mapa da Independência na casa 2) estará na casa 6 e isto pode indicar tensões entre  governo e trabalhadores ou surpresas na área da saúde, que até podem envolver uma figura do governo, representado pelo Sol.

De qualquer modo, a casa 6 está enfatizada com a presença também de Mercúrio e Júpiter, em oposição à conjunção Lua/Saturno na casa 12. Esta condição também não favorece questões de saúde e pode indicar restrição de salários ou empregos com relação aos trabalhadores do serviço público.

 

 

Em abril ocorrem dois eventos celestes muito importantes:

Concentração de planetas em Áries

Nos dias 03 e 04 de abril ocorrerá uma concentração  de 06 planetas em Áries. Em astrologia mundial este grandestellium é uma doriforia  (nome grego para escolta do Sol). O encontro de até 05 astros não é incomum, mas 06 já é raro. Uma doriforia indica mudanças sociais, turbulências coletivas, agitações políticas, problemas econômicos. Em Áries incentiva o ímpeto para pioneirismo e empreendedorismo. Júpiter e Urano são os astros lentos que participam da concentração e, desta forma, o ciclo é promovido em termos de aceleração, inovação, audácia e risco. O efeito desta concentração é duradouro e visível durante cerca de 10 anos. Podemos recordar que a última doriforia foi em maio de 2000 no signo de Touro.

De qualquer modo a doriforia ativa o contexto cardinal  e será importante para os países com posições nos signos cardinais, como aqueles da lista acima apresentada.

A concentração é mais importante coletivamente do que pessoalmente, mas aqueles que tiverem suas revoluções solares nestes dias terão um ano pessoal de forte impulso, coragem e ousadia para empreender.

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Em 30 de abril e 1º de maio haverá um novo encontro de 06 astros em Áries, mas desta vez sem a participação do Sol, que já estará em Touro.

Em fevereiro de 1962 ocorreu uma doriforia em Aquário, que marcou a década e reforçou a conjunção Urano /Plutão. A doriforia de Áries poderá fazer o mesmo com a quadratura do ciclo dos planetas das grandes mudanças.

Netuno em Peixes

Em 04 de abril Netuno faz sua primeira entrada em seu signo de regência, mas volta a Aquário em 05 de agosto e em 03 de fevereiro de 2012 então entrará definitivamente em Peixes, aí permanecendo até 30 de março de 2025.

Netuno rege as grandes águas, os sonhos, as fantasias e os ideais, o glamour, a arte (em especial a música), a moda, tudo o que está ligado à imagem (como fotografia e cinema), o místico, o tabaco, as bebidas alcoólicas, o gás, o petróleo refinado e os produtos sintéticos artificiais. Na política Netuno rege o socialismo e nas empresas as companhias marítimas.

Mas Netuno também rege as confusões e os desapontamentos, os escândalos, vícios,  drogas e inundações.

A última passagem de Netuno por Peixes foi entre 26/04/1847 e 13/02/1862. Neste período nasceu o espiritismo moderno e houve a aparição da Virgem Maria em Lourdes. Ocorreu a ascensão da Teosofia e Charles Darwin publicou sua “Origem das Espécies Através da Seleção Natural”. Karl Marx e Friedrich Angels lançaram o “Manifesto Comunista”. Em termos musicais, o período foi o pico do Romantismo.

Atualmente podemos esperar um tempo de desenvolvimento da sensibilidade, das artes (especialmente da música) e também das faculdades espirituais.

Mas também devem ocorrer grandes movimentos religiosos e sociais em termos de ideologia política. Em Peixes, Netuno irá reforçar o já indicado por Plutão em Capricórnio no sentido dos grandes movimentos de massa, já comprovados em 2010.

Em Peixes, Netuno poderá fazer um bom contraponto com relação às tensões prometidas para a década, especialmente com relação à postura individualista de Urano em Áries.

Em Peixes, Netuno deverá nos levar à consciência de que toda a humanidade é interconectada e interdependente e ampliará ainda mais a solidariedade que  vem crescendo  desde sua entrada em Aquário, em 29/01/1998.

Marte em Áries

Tendo participado da doriforia, durante todo o mês de abril  Marte percorre Áries e ativa o contexto cardinal tanto no sentido de tensões como da mudança rápida de condições.

Lua Nova

Em 03 de abril, em 13º30’ de Áries, a Lua Nova faz quadratura com o grau e reativa o eclipse de 04 de janeiro em 13º38’ de Capricórnio.

Observação Brasil

O período compreendido entre abril e setembro pode ser dado a surpresas e imprevistos, porque Urano percorre a casa 2 (condições econômicas do país e do povo, produção de bens, PIB, Ministério da Fazenda) ativando a conjunção Urano/Netuno na casa 11 (congresso e países amigos) do mapa da Independência.

Entre 1º de junho e 1º de julho, três eclipses e o Solstício de Câncer

Estes eclipses serão marcados pela quadratura Urano /Plutão, então  com 3º de orbe. Isto pode ser marcante especialmente para a China, porque a quadratura natal Sol/Urano será mobilizada e pode ocorrer uma crise interna. Embora bem menos marcante, um segundo ciclo está presente. O trígono Júpiter/Plutão, em 05º59’ de Touro/Capricórnio, exato em 07 de julho, pode colaborar para a recuperação da economia mundial e a elaboração de leis socialmente mais justas.

Eclipse parcial do Sol (1º de junho às 18 hs – Brasília) 11º02’ de Gêmeos

Governado por Saturno, em 10º 33’ de Libra, em trígono.

Este trígono favorece os governantes no sentido de estabilizar ou reafirmar o poder em função de atitudes corretas.

O eclipse ocorre próximo ao Pólo Norte e será visível na parte oriental da Ásia exceto o sul do Japão, no norte do Alaska e do Canadá, na Groenlândia e no norte da Escandinávia.

Para o Brasil, o eclipse faz quadratura ao Sol em 14º de Virgem e não favorece o país ou a presidente. Como no Equinócio de Áries, a ênfase é na casa 6, embora sem as tensões deste.

Eclipse total da Lua (15 de junho às 17:13 hs – Brasília) 24º23’ de Sagitário

Será visível em nosso país e faz quadratura ao Mercúrio do mapa da Independência e pode trazer uma notícia que não é boa.

Solstício de Câncer (21 de junho às 14:18 hs – Brasília)

Começa o inverno no Hemisfério Sul.

Como nos demais ingressos, Urano está ligado ao Sol por quadratura, porém Netuno em 0º de Peixes (já retrógrado) forma trígono exato com o Sol. Apesar das reviravoltas indicadas por Urano o trígono de Netuno pode  favorecer os dirigentes idealistas e que saibam utilizar glamour para aumentar sua popularidade. Elaborado para Washington, o mapa apresenta o Sol no Meio do Céu e assim esperamos que o presidente Barack Obama possa tirar um certo partido disto.

Além dos ciclos Urano/Plutão e Júpiter/Plutão, outros aspectos exatos estarão presentes no Solstício.

A quadratura Mercúrio/ Saturno, restringe as comunicações e o comércio, e a quadratura Marte/Netuno pode contribuir com complôs, corrupção, escândalos, problemas com drogas e acidentes marítimos.

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O mapa elaborado para o Brasil apresenta o Sol na casa 8, mas junto à cúspide da casa 9, indicando questões financeiras e também ligadas ao estrangeiro. Contudo, estas questões podem não estar favorecidas devido à presença também de Mercúrio na 9, em quadratura com Saturno e em oposição a Plutão na casa 3. Aliás, o posicionamento de Plutão na casa 3 repete o Equinócio, de Áries indicando tensões ou mudanças difíceis nas relações com países próximos.

A presença de Marte na casa 7, em quadratura com Netuno na casa 5,  aponta para a possibilidade de mais um posicionamento diplomático equivocado..

 

 

Eclipse parcial do Sol (1º de julho às 05:55 hs – Brasília) 9º12’ de Câncer

Uma forte tensão estará presente: um grande quadrado envolvendo o grau do eclipse em 9º de Câncer, Saturno em 10º de Libra (o aspecto mais próximo), Urano em 4º de Áries e Plutão em 6º de Capricórnio.

O alento é o trígono Júpiter/Plutão.

De qualquer forma, o período compreendido entre duas e três semanas antes e depois pode ser turbulento, especialmente para os países com posições próximas aos graus da quadratura Urano/Plutão como por exemplo: Argentina, Alemanha, China, Grécia, Indonésia, Polônia e EUA.

O eclipse ocorre próximo ao Pólo sul e só será visível na Antártida.

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No mapa elaborado para o Brasil o grande quadrado está situado nos ângulos. No Meio do Céu está Urano, Saturno no Fundo do Céu, o eclipse na casa 1 e Plutão na casa 7. Desta forma, o período promete tensões, surpresas e reviravoltas, além do mais, parcerias podem ser desfeitas.

 

 

 

 

 

 

Quadratura Urano-Plutão

Vamos então abordar a quadratura que deverá marcar a década: Urano em Áries e Plutão em Capricórnio. São os seguintes os aspectos exatos:

24/06/2012 –  8º24’
19/09/2012 –  6º57’
20/05/2013 – 11º14’
01/11/2013 –  9º26’
21/04/2014 – 13º34’
15/12/2014 – 12°35’
17/03/2015 – 15°18’

Embora estes aspectos só ocorram de 2012 em diante, a partir de junho  a quadratura estará presente em todos os mapas de ingressos e eclipses até 2015.

A atual quadratura crescente faz parte do ciclo que teve início na conjunção ocorrida entre 1965 e 1966, embora por orbe ela esteja presente nos mapas pessoais entre 1963 e 1968. Uma quadratura crescente testa as bases estabelecidas na conjunção.

O ciclo é revolucionário e catalisador de correntes críticas com relação ao sistema social e cultural da época, promovendo crises que apontam para mudanças drásticas e repentinas de condições rígidas ou ultrapassadas, visando a inclusão de concepções novas. As crises são sociais, políticas e econômicas.

Embora ambos os planetas estejam relacionados com mudanças, seus métodos são muito diferentes. Plutão em Capricórnio enfatiza a tradição, o conservadorismo e o poder dos governos para criarem regras que impeçam abusos, mas os excessos podem levar à queda. Ainda mais em Áries  Urano não aceita regras nem restrições, se rebela e tem urgência por liberdade e isto acaba levando à desobediência civil.

Podemos recordar a década de 60 e o movimento de contracultura, que se rebelou contra o estabelecido ou qualquer coisa que lembrasse autoridade. Protestar virou moda: contra a guerra do Vietnã e as revoltas estudantis de 68, por exemplo. Vivenciamos também a quebra dos tabus sexo e drogas, o surgimento da consciência ecológica e ainda o movimento hippie, que era de Paz e Amor, mas sem  regras. Porém também surgiu o terrorismo.

De qualquer modo, naqueles tempos ocorreram avanços sociais importantes no movimento por direitos civis.

O ciclo também é dado às mudanças tecnológicas e na última conjunção surgiram os computadores pessoais e a implantação da informática.

Na semi-quadratura do ciclo surgiram os vírus na internet e agora na quadratura pode ocorrer uma grave crise que leve a uma grande mudança visando a melhora na utilização da internet, tanto do ponto de vista social como técnico, comercial e até moral. Estamos presenciando agora a utilização da internet para organizar os protestos no Egito e em 2010 se intensificaram os ataques cibernéticos. Foram derrubadas páginas de cartões de crédito e de governos (como o da Tunísia no final do ano). Sem dúvida, guerras cibernéticas poderão marcar a década.

Há pouco, o Campus Party em São Paulo, foi o primeiro encontro mundial para discutir tecnologia e o uso da internet.

Em breve terá que ocorrer uma grande mudança em termos da plataforma que atualmente é utilizada. Sabemos também da perspectiva de eliminação de arquivos pessoais transferidos para grandes centrais de arquivos já utilizadas por algumas empresas, mas seguramente novas condições se apresentarão.

Porém, no que se refere à tecnologia, um dos mais graves problemas dos aspectos tensos Urano/Plutão é o que foi criado pelo homem ser utilizado para destruir a humanidade. Temos que considerar o perigo das armas de destruição, como a utilização da tecnologia nuclear por fanáticos como o presidente do Irã. Além do mais, também podem ser intensificadas as ameaças e a atuação de grupos terroristas internacionais. E podemos voltar a presenciar novos desastres ecológicos.

Este ciclo também é relativo à reestruturação de povos e nações. A queda de fertilidade nos países industrializados do ocidente, a partir de 1965, levou a adoção de medidas por parte de alguns países da Europa, como a França, por exemplo, para incentivar o aumento da população. Mas de qualquer modo ficou ressaltada a diferença com relação aos países muçulmanos cuja população continua crescendo, além do mais a migração de muçulmanos mudou o contexto Europeu.

Em 2010, países como a Alemanha, que na década de 60 incentivou a mobilização de trabalhadores turcos para a reconstrução do país, constatou a impossibilidade da integração cultural.

Finalmente o ciclo também está ligado a crises na economia e, como aconteceu nos anos 30, a quadratura atrapalha a recuperação da crise iniciada em 2008, especialmente se os déficits dos governos não forem controlados. Além do mais, poderão explodir as bolhas formadas nas  especulações de 2010.

Astrólogos que pesquisam a mundial e política consideram que a quadratura pode indicar o começo do fim do predomínio dos Estados Unidos e do dólar na economia mundial, especialmente porque as 03 quadraturas finais, entre 2014 e 2015 (13º34′,12º35’ e 15º18′), atuarão sobre a quadratura Sol/Saturno (12º43’ e 14º47’ Câncer/Libra) dos Estados Unidos.

Mas, de qualquer forma a mutação capital da história mundial só deverá ocorrer em 2020, quando haverá uma tríplice conjunção Júpiter, Saturno e Plutão, ainda em Capricórnio. E pouco depois a conjunção Júpiter/Saturno a 0° de Aquário abre um ciclo de 200 anos de conjunções no elemento ar, após o mesmo período de conjunções em terra.

Observação:

A quadratura Urano/Plutão deverá ser muito importante para as pessoas nascidas na conjunção, entre 1963 e 1968. Nesta década, esta geração deverá assumir posições na política e economia e deverá ser a promotora das grandes mudanças prometidas pela quadratura.

Agosto

Especialmente em agosto, a passagem de Marte por Câncer voltará a mobilizar o contexto cardinal.

Equinócio de Libra (23 de setembro às 06:06 hs –  Brasília)

Começa a Primavera no Hemisfério Sul.

O Equinócio será ressaltado pela Lua nova de 27 de setembro, em 4º de Libra, ativando a quadratura Urano/Plutão (2º32’ e 4º55’) que a partir de então estará cada vez mais próxima.

A ligação do Sol com Urano e Plutão indica um período agitado e turbulento, de tensões, complicações repentinas e reviravoltas.

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Outubro

Retorna o trígono Júpiter/Plutão exato dia 28 em 5º19’ Touro/Capricórnio.

 

Eclipse parcial do Sol (25/11/2011 às 04:21 hs – Brasília) 2º37’ de Sagitário

Visível no sul da África, Antártida e Nova Zelândia.

Eclipse total da Lua (10/12/2011 às 12:33 hs – Brasília) 18º11’ de Gêmeos

 

Uma boa notícia

No final do ano começa a se aproximar o trígono Saturno/Netuno, que só chegará à exatidão em outubro de 2012, mas já estará atuando. Este trígono poderá  promover uma  certa estabilização econômica, social e política  trazendo a possibilidade de ser colocada ordem onde houver confusão.

Individualmente

Em tempos da quadratura Urano/Plutão temos que estar abertos às mudanças e acordar a força que temos para promovê-las visando uma trajetória de mais liberdade.

Mas, em função da entrada de Netuno em Peixes, também é preciso desenvolver a sensibilidade e conectar-se coletivamente, inclusive no que se refere às questões do meio ambiente, que está gritando por socorro.

A situação está no limite, como  indica mesmo por Plutão em Capricórnio. Está em risco de extinção uma em cada cinco espécies de plantas e de mamíferos, uma em cada sete espécies de aves e uma em cada três espécies de anfíbios.

O presidente da Conferência das Partes sobre a Biodiversidade (COP10), em outubro passado em Nagoia no Japão, fez um alerta dramático: “Estamos atingindo o ponto limite, depois do qual não teremos mais como reverter a perda da biodiversidade. Temos  dez anos  para  interromper a destruição das bases da natureza que sustentam a vida do homem”.

Recentemente foi divulgado o Relatório do Fundo Ecológico Universal projetando para o ano de 2020 déficits na produção de trigo, arroz e milho,  em função  dos impactos do aquecimento global e do crescimento da população

Sabemos que em 2018 Plutão alcançará seu Nodo sul, em 20º de Capricórnio, e se medidas marcantes não forem tomadas a falta de recursos poderá tornar-se dramática.

Precisamos nos mobilizar para que isto não venha a ocorrer.

 

Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2011

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