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Equinócio de Áries 2010 – Urano e Júpiter em Áries

Celisa Beranger em 20 de março de 2010

(Apresentação no evento do SINARJ  de 20 de março de 2010) 

Os pontos dos Equinócios e Solstícios são os quatro pontos cardeais celestes. Eles resultam da relação entre os dois círculos máximos da esfera celeste; Equador e Eclíptica, o caminho aparente do Sol.

Os Equinócios correspondem aos pontos de encontro destes dois círculos e Solstícios aos pontos de seu  maior afastamento.

EQUINOCEODEARIES2010

Estes quatro pontos cardeais são a referência principal para a Astrologia Tropical e correspondem ao grau zero dos signos cardinais: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio.

Os pontos dos solstícios projetados na Terra deram origem aos trópicos: os dois paralelos que delimitam a zona terrestre de clima tropical. Câncer no Hemisfério Norte e Capricórnio no Sul.

No Rio de Janeiro estamos praticamente na linha do Trópico de Capricórnio. Nossa latitude é 22º54’Sul e a latitude do trópico é 23º27’. As latitudes   dos trópicos correspondem exatamente à inclinação da Eclíptica em relação ao Equador.

Quando o Sol chega aos pontos dos Equinócios: 20 de março e  23 de setembro, ou dos solstícios:  21 de junho  e 21 de dezembro, marca a mudança de estação na Terra. Para nós hoje começa o Outono e o Hemisfério Norte celebra o começo da Primavera.

Nos Equinócios o tempo de duração dos dias e das noites é igual enquanto  nos Solstícios ocorre a maior desigualdade, e a partir de então a diferença começa a diminuir.

O Equinócio que estamos celebrando, denominado Vernal (da Primavera – referência ao Hemisfério Norte), é considerado  o início do ano astrológico. Esta  é a mais importante dentre as quatro passagens do Sol pelos pontos cardeais celestes, uma vez que  o Sol cruza o Equador vindo do Hemisfério Sul para o Hemisfério Norte, de modo ascendente, enquanto no Equinócio de Libra o sentido é descendente.

Pontos Cardeais e Calendário

Um bom calendário solar utiliza como referência para início um dos  pontos dos Equinócios ou Solstícios. O Equinócio de Áries, como astrologicamente designamos, já marcou o início do ano para alguns povos: caldeus, persas e até para os romanos, pois no primeiro calendário Rômulo fixou o início do ano no equinócio do mês dedicado ao deus Marte, muito popular na Roma Antiga, que por este motivo  recebeu o nome de Martius, de onde vem o nosso março.

Porém outros povos marcaram o início do ano nos solstícios de inverno ou  de verão.

Em 46 a.C o imperador romano Julio Cezar  estabeleceu o início do ano civil em 1º de Janeiro inaugurando o calendário denominado Juliano em sua homenagem.  No século IX,  Carlos Magno fez o início voltar para março, mas finalmente, no século XVI, a mudança para o calendário gregoriano estabeleceu definitivamente o início do ano civil em 1º de janeiro.

Astrologia Mundial e Política

São utilizados os mapas dos Equinócios e Solstícios (elaborados para as capitais dos países), juntamente com os mapas dos eclipses. Mas o mapa do Equinócio de Áries é o mais importante  por ser o  único a cobrir o período de um ano. Este é o mapa que apresenta as indicações básicas para o ano do país, do governo e do  povo.

0º de Áries sob o enfoque pessoal

A corrente alemã de Astrologia, conhecida como escola de Hamburgo, considerava o ponto do Equinócio Vernal como representativo da relação do individuo com o grupo, as massas, a nação e o mundo em geral. Sendo assim  o 0º de Áries é pode ser considerado como representativo  do mundo em sua globalidade.

O signo de Áries

Representa o começo e a impulsão expansiva  do fogo original. O entusiasmo primitivo. Em contraponto ao impulso puro e espontâneo de Áries, no ponto oposto, Equinócio de Libra, reina o equilíbrio, o refinamento e a polidez.

Áries se diferencia dos outros dois signos de fogo, Leão e Sagitário, por ser o fogo que irrompe da faísca e crepita de modo indomável. O sopro do fogo criador, o fogo de Prometeu.

Não é a toa que Áries é representado pelo carneiro, sempre disposto a lançar seus chifres a frente e cuja força está concentrada na cabeça.Os chifres do carneiro estilizados são a representação que utilizamos para o signo, simbolizando seu ritmo e  qualidades tais como: ímpeto, pioneirismo, improvisação, empreendimento, rapidez, dinamismo e capacidade de decisão.

E mais, mobilização imediata e total de energia para criar ocasiões para manifestação. Entusiasmo, exaltação, coragem e efervescência. Mobilização permanente para a conquista.

Passagem dos  planetas lentos valoriza qualidades dos signos

O mestre francês André Barbault enfatiza que Áries exprime os valores da aurora de um novo ciclo. Na verdade a entrada do Sol ou de um planeta neste signo corresponde ao começo de um novo ciclo zodiacal do  astro.

Sem dúvida, podemos afirmar que as qualidades dos signos são valorizadas pela passagem dos planetas, especialmente os de movimento lento (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão). A passagem desperta condições novas relacionadas ao princípio do signo que afetam as tendências culturais, a arte em geral, a conjuntura política e econômica mundial.

Como exemplo, citamos duas dentre as condições previstas para a passagem de Urano pelo signo de Peixes, que vem ocorrendo desde 2003. Incremento no turismo e lazer aquáticos, inovações e modernizações nos transportes marítimos. Sabemos bem como aumentou o  número e tamanho dos transatlânticos, e conseqüentemente o número de pessoas que passou a utilizá-los como lazer. Mas no lado pior tivemos as tsunamis.

A valorização do signo se torna ainda mais importante quando ocorre a passagem simultânea de dois planetas. Este ano  teremos a entrada de  Urano e Júpiter em Áries, praticamente juntos, Urano em 27 de maio e Júpiter em 06 de junho, mas ambos ainda voltam ao signo de Peixes.

Clima cardinal

A  entrada em Áries é ainda mais relevante porque Urano e Júpiter vão completar o que denominamos “clima cardinal”, que é  formado quando  três ou mais planetas lentos encontram-se simultaneamente nos signos de ação. O clima foi inaugurado em 2008 com a entrada de  Plutão em Capricórnio, e em 2009 Saturno entrou em Libra.

Urano e Júpiter em Áries

Sem dúvida o pioneirismo de Áries é um campo fértil para Urano. Há afinidade entre o planeta e o signo no que diz respeito à audácia para o desbravamento de novos rumos e para a busca de novas experiências. Os anos de urano em Áries são tempos de pioneirismo e inovação.

A última passagem de Urano por Áries ocorreu de 1927 a 1935, mais exatamente entre 31/03 e 04/11/1927, 13 de janeiro de 1928 e 9 de junho de 1934, e  10 de outubro de 1934 e 27 de março de 1935.

A passagem anterior teve como  marca simbólica da entrada de Urano a façanha de  Charles Lindbergh, que em 20 de maio de 1927  cruzou pela primeira  vez o Oceano Atlântico pelo ar. Mas também foi com Urano em Áries que ocorreu a grande depressão, que começou a carreira meteórica de Adolph Hitler e no Brasil começou a era Vargas. Contudo, também tivemos o início da campanha de Gandhi contra o domínio da Inglaterra sobre a Índia.

Júpiter também tem afinidade com Áries, desenvolvendo  coragem,  aventura, audácia, e conquista e enquanto lá estiver irá expandir a passagem de Urano.

Não podemos deixar de considerar que o fato de Urano e Júpiter entrarem juntos em Áries dá início a um novo ciclo destes dois planetas, que começa a cada 14 anos e sempre incentiva o progresso. Aliás, a última vez que os dois se encontraram em um signo cardinal, início de Libra, foi entre  dezembro de 1968 e julho de 1969 e a última das três conjunções, no grau zero, ocorreu exatamente no dia 20 de julho, quando pela primeira vez o homem pisou na Lua.

Contudo, a última conjunção em Áries ocorreu  entre julho de 1927 e janeiro de 1928, em pleno período  de desenvolvimento do que ocasionou  a grande depressão. Urano e Júpiter em Áries valorizam impulso e audácia, mas fazem com que as coisas ocorram de modo intempestivo, imprudente e com  muito risco.

A quadratura T

Sob condições de crise a conjunção Urano – Júpiter é explosiva e duas das três conjunções, 08 de junho e 19 de setembro, ocorrem no período da quadratura T, portanto fazendo parte dela. Desta forma a conjunção pode ser o estopim para tensões por ventura existentes. Seja em termos políticos, econômicos ou de dura confrontação, indicada pela quadratura Saturno/Plutão.

Considerando que na ocasião Saturno estará em Libra, fazendo oposição,  aos dois, poderá chamar-lhes atenção para a consideração da realidade, mas será que Saturno promoverá equilíbrio ou aumentará a tensão?

Observação. Saiba mais a respeito da quadratura T nos artigos “O Clímax da Crise Mundial” e “2010- O Clímax do Clima Cardinal”.

Rio de Janeiro, 07 de abril de 2010.

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