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Constelações e Signos: Como e Quando se Separaram

Autor: Celisa Beranger em 17 de agosto de 2009

(Palestra no Encontro GEA de Buenos Aires – Junho de 2009)

Zodíaco Tropical e Precessão

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A Astrologia Ocidental tem sua origem na Mesopotâmia. A linha mais utilizada desta Astrologia é a denominada Tropical, devido à fixação dos equinócios e solstícios (os quatro pontos cardeais celestes), no grau zero dos signos cardinais: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio. Os graus zero de Câncer e zero de Capricórnio foram projetados na Terra e deram origem aos Trópicos terrestres de mesmo nome.

Com esta fixação, o zodíaco Tropical deixou de considerar o movimento do ponto equinocial vernal, que é conhecido como a precessão dos equinócios. A precessão é o resultado do movimento extremamente lento do eixo da Terra (em forma de cone) em relação às estrelas que integram as constelações e que leva 25.920 anos para completar uma volta.

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Gurshtein diz que as observações contínuas da correlação entre a altitude do Sol no horizonte e a duração dos dias e das noites, ou a observação dos pontos do nascer e ocaso do Sol, podem ter levado à identificação de quatro grupos especiais de estrelas nos pontos dos equinócios e solstícios.

Através do tempo, em função da precessão, esses quatro grupos mudam, mas sempre conectados com o movimento do Sol nos equinócios e solstícios.

É por isso que Gurshtein afirma que as constelações do zodíaco foram surgindo em quartetos, designados pela constelação no equinócio vernal. O primeiro quarteto tinha Gêmeos neste equinócio e era complementado por Virgem, Sagitário e Peixes.

Para este respeitável investigador, inicialmente os nomes dos grupos de estrelas não foram estabelecidos em função da visão de figuras que lhes fizessem recordar os heróis ou os animais, que muitos séculos mais tarde foram descritos por Eudoxo, Aratos, Eratosthenes e Hygino nos “catasterismos” ou mitos das constelações.

Mas o investigador russo recorda que Gêmeos é um símbolo proeminente em muitas culturas antigas, nas quais eram considerados como filhos do deus Sol. Por sua vez, a Virgem celestial estava conectada com a deusa-mãe, uma mulher grávida e um símbolo de fertilidade.

Gurshtein afirma que a grande antiguidade das constelações do primeiro quarteto se encontra nos primeiros textos cuneiformes de observações.

Outro investigador das constelações, Richard Allen, assinala que o processo de formação das primeiras constelações zodiacais só ocorreu em torno de 4.000 a .C., na Acádia, quando Touro estava no equinócio vernal. Neste tempo, a suprema divindade era o Touro do deus Anu. Leão estava na culminação superior, Escorpião no outro equinócio e Aquário na culminação inferior. O Touro, símbolo da fertilidade masculina, representava a primavera.

As Eras

É conveniente recordar que no século XX surgiu no mundo ocidental o conceito das eras associadas às mudanças de constelação do ponto equinocial vernal. De acordo com este conceito, quando ocorre uma mudança, novas qualidades surgem  no comportamento e nas visões filosófica, econômica e religiosa da humanidade.

Em linhas gerais, isto pode ser facilmente comprovado na passagem de Gêmeos para Touro no ponto equinocial vernal, entre os anos 4.000 e 3.000 a .C., haja visto as grandes mudanças ocorridas nas condições econômicas, socioculturais e religiosas do Oriente Próximo. Neste período, pode-se observar também como os sacerdotes foram assumindo um papel cada vez mais importante também no controle da economia e da cultura.

Mas é importante ressaltar que não é fácil determinar o momento da entrada do ponto equinocial em uma nova constelação, primeiro porque não é simples  determinar os limites das constelações e, segundo, porque elas sofreram muitas alterações. As primeiras constelações eram muito maiores. Por exemplo, no atlas de Johannes Hevelius (1618), suas dimensões são muito menores do que aquelas que os antigos assinalavam. Na verdade, podemos afirmar que o total de constelações aumentou significativamente – no século II d.C. eram apenas 48, mas em 1930 aUnião Astronômica Internacional  definiu seu número nas atuais 88.

Não vamos nos estender no que se refere a outras mudanças de eras, porque este não é nosso principal enfoque, mas podemos recordar que, em relação à era que estamos atravessando, há muitas divergências. Desde a década de 60 do século passado ouvimos falar que já estamos na era de Aquário ou a ponto de alcançá-la. Os astrônomos dizem que a nova era terá início somente em 2599. Não obstante, em função das alterações coletivas de comportamento observadas, podemos nos dar conta de que já estamos na fase de transição da era de Peixes para a de Aquário.

Desenvolvimento da Astrologia e Constituição do Zodíaco  

Podemos dizer que o zodíaco, tal como o conhecemos hoje, foi constituído entre 1000 e 500 a .C., depois da mudança do equinócio vernal para Áries, por volta de 1500 a .C.

Uma observação importante é que neste novo quarteto – Áries, Câncer, Libra e Capricórnio – apenas este último tem sua origem na Babilônia (símbolo do deus Ea, das águas profundas do oceano). Libra ainda não existia, aparecendo somente no século I d.C., porque Escorpião era uma constelação dupla, dividida em corpo e garras. O próprio Áries, representado pelo carneiro, na Babilônia era o “mercenário”.

Voltando à questão da constituição do zodíaco, os povos da Mesopotâmia eram bons observadores dos movimentos da Lua, dos planetas e das estrelas, e foram anotando suas observações em tábuas cuneiformes.

Ainda que certos conhecimentos astronômicos e astrológicos já estivessem presentes em épocas anteriores, somente no segundo milênio antes da nossa era é que aparece uma crescente sistematização e continuidade da Astrologia na Mesopotâmia.

O antigo Império da Babilônia foi fundado por Hammurabi, que o governou entre 1728 e 1689 a .C. Não apenas Hammurabi, mas também a dinastia fundada por ele, tiveram um importante papel na história da Astrologia. Além de reunir as cidades-estados, Hammurabi estabeleceu o acádio como língua única permitindo que diversas linhas de tradição fossem reunidas. Foi também Hammurabi que reformou o calendário e implantou o nome dos doze meses em todo o Império. Para possibilitar a harmonia do calendário lunar em relação aos  equinócios, um mês adicional foi intercalado em espaços de tempo irregulares.

Entre 1500 e 1300 foi difundido o “Almanaque Babilônio”, que dividia o ano solar em 12 meses de 30 dias cada um e apresentava uma avaliação simples de cada dia (favorável ou não).

Todavia, a primeira grande obra da história da Astrologia, compilada na segunda metade do segundo milênio – que somente foi descoberta na biblioteca de Assurbanipal (668- 627 a .C.) – foi o Enuma Anu Enlil. Em suas 70 tábuas de argila, de escrita cuneiforme, esta obra contém milhares de presságios e foi a grande referência utilizada pelos astrólogos da Assíria e da Babilônia.

Para localizar a correspondência de um acontecimento no EAE era necessário observar o nascimento ou ocaso helíaco do astro, mas com o tempo isto deixou de ser suficiente e os astrólogos então começaram a buscar métodos de cálculo que lhes permitissem saber de antemão as ascensões, declinações, etc.

Ao final do segundo milênio, os astrolábios foram uma primeira tentativa, mas o grande passo foi constituído realmente pelo conjunto Mul.Apin, composto de duas tábuas, que foram compiladas seguramente entre 800 e 686 (este foi o ano da cópia mais antiga que conhecemos), ainda que tenham sido desenvolvidas anteriormente, representam um vasto compêndio do conhecimento astrológico tal como este se apresentava na época.

A primeira das duas tábuas está focalizada na culminação dos astros, mas se refere principalmente às estrelas. La segunda tábua enfoca o Sol, a Lua, os planetas, a estrela Sirius, os equinócios e os solstícios, as ascensões e as declinações dos planetas, assim como os presságios, tomando como base as estrelas ou os cometas.

Ainda que não exista nenhuma referência ao zodíaco no Mul.Apin, todas as investigações o apontam como a última fase antes da introdução do esquema zodiacal, ou seja, a divisão em doze partes iguais. Na tábua II o segmento 8 cita as 17 ou 18 constelações (essa variação depende da leitura) localizadas nas proximidades do caminho  da Lua.

Se excluirmos 6 constelações dessa lista, restam os nomes dos 12 futuros signos do zodíaco, de Touro a Áries. A sequência a partir de Touro levou à dedução de que o texto havia se originado quando esta constelação se encontrava no equinócio de primavera; entretanto, não existem comprovações confiáveis com relação a isto e hoje em dia essa teoria é rejeitada pela maioria.

Para o que estamos desenvolvendo, é importante considerar que o segmento 14 da segunda tábua demonstra a preparação para a introdução dos doze signos. O mesmo enfatiza a divisão por 12, ao designar as 4 estações que dividem o ano em relação aos três caminhos através das estrelas, estabelecidos de acordo com o calendário.

Os caminhos são:

O caminho de Anu (o deus do céu e das estrelas) é o do centro, baseado no Equador celeste, o de Enlil (o deus do ar) é o do Norte do Equador e o de Ea (o deus da terra e das águas do oceano) é o do Sul.
De XII 1 a II 30, o Sol se encontra no caminho de Anu: vento e tempestade.
De III 1 a V 30, o Sol se encontra no caminho de Enlil: colheita e calor.
De VI 1 a VIII 30, o Sol se encontra no caminho de Anu: vento e tempestade.
De IX 1 a XI 30, o Sol se encontra no caminho dEa: frio

Assim, podemos dizer que a inclinação da eclíptica era conhecida na Babilônia do século VII a.C e foi a partir dela que ocorreu o desenvolvimento do esquema zodiacal. Portanto, a descoberta da obliquidade da eclíptica não é de Enópides de Chios, como pretendiam os egípcios.

Estas investigações comprovam que a origem do zodíaco não é grega, como acreditavam os que seguramente tomaram como base o texto de Plínio. Este autor afirma que o zodíaco foi introduzido pelo grego Cleostrato de Tenedos por volta de 520 a .C.

De fato, a introdução do zodíaco se deve principalmente a reflexões matemáticas necessárias para os procedimentos de cálculo. A localização dos astros em segmentos perfeitamente demarcados era muito mais simples que nas constelações, cuja própria demarcação já era difícil. Foram estabelecidos 12 signos porque no ano esquemático “Apin” os meses eram 12. Os signos foram feitos de igual amplitude, para seguir meses de igual duração e foram divididos em 30 graus porque os meses esquemáticos supostamente deveriam conter 30 dias cada um.

Hoje em dia a procedência babilônica dos signos é um fato incontestável.

Mas os equinócios não têm nada a ver com a razão pela qual os signos zodiacais foram criados. Na verdade, os signos tinham que coincidir aproximadamente com o centro das constelações das quais haviam tomado seus nomes, e os graus iniciais dos signos não estavam conectados com os equinócios e sim com as estrelas fixas.

A partir do século V a.C. a divisão da eclíptica em doze partes iguais – quer dizer, os doze signos – começou a consolidar-se como sistema de referência. Portanto, desde o século V a.C. a Astrologia não trabalha com as constelações e sim com os signos. O texto planetário VAT 4924, do ano 419 a .C., pela primeira vez indica os planetas nos signos.

Na era selêucida, compreendida entre a segunda metade dos séculos IV e I a.C., ocorreu um intenso intercâmbio de conhecimentos e o saber dos babilônios se propagou principalmente pela Índia, Egito e Grécia, através da Escola de Alexandria, e esta expansão também favoreceu a difusão do zodíaco.

Descoberta da Precessão  

O calendário da babilônia utilizava o primeiro crescente da Lua depois do equinócio de primavera para assinalar o começo do primeiro mês, Nisan, e das festividades, mas eles não se preocupavam com a posição exata dos equinócios e solstícios e, por isso, não descobriram a precessão.

Já para os gregos, os equinócios e solstícios eram de suma importância porque determinavam os pontos fundamentais da esfera celeste, que eram necessários para efetuar todos os cálculos. Os gregos Metón e Eucatemón ( 420 a .C.) realizaram observações exatas destes pontos.

A princípio, Eudoxo ( 366 a .C.) situou o equinócio de primavera a 15 graus de Áries. A posição correta seria a 6 graus de Áries, mas Eudoxo se deu conta e corrigiu seu erro situando o equinócio a 8 graus, que era o fixado pelos babilônios, porém eles não se preocupavam com a exatidão deste ponto. Contudo, os 8 graus foram populares durante muito tempo. Vettius Valens, do século I d.C., confessa que acrescentou 8 graus às tábuas do Sol e da Lua.

Contudo, a descoberta e o cálculo da variação da precessão são méritos do grego Hiparco de Nicea ( 190 a 120 a .C.). Conhecido como o pai da Astronomia, Hiparco se ocupou tanto da compilação das posições babilônicas dos astros como da geometria grega e estabeleceu o primeiro catálogo de estrelas historicamente reconhecido. Ao comparar as posições de suas observações com as de seus predecessores, Arystilli e Timochares ( 293 a . C.), Hiparco verificou que havia uma diferença de 2 graus (especialmente em relação à estrela Spica, que se encontrava no equinócio de outono). Esta verificação o levou à suposição de que o ponto vernal se movia e estabeleceu uma variação de 1 grau para 100 anos. Sem dúvida, considerando que a variação correta é de 1 grau para 72 anos, Hiparco chegou muito perto do valor preciso.

Estabelecimento do Começo do Zodíaco Tropical e sua Aceitação  

Atribui-se também a Hiparco, em 139 a .C., o estabelecimento do primeiro grau de Áries (o zero ainda não existia) para o equinócio de primavera e o começo do zodíaco. Certamente, o objetivo de Hiparco era facilitar o cálculo da posição dos astros e das estrelas no sistema equatorial. Contudo, isto não foi levado imediatamente em conta pelos astrólogos. Historicamente, os primeiros a adotarem a proposta de Hiparco foram Posidonius ( 80 a .C.) e seu discípulo Gemino ( 70 a .C.), mas segundo Manilius, século I d.C., até Theón de Alexandria, século IV d.C., o grau 8 continuou sendo adotado pelos astrólogos como início do zodíaco.

Diz Manilius, no século I d.C., no livro III de seu Astronomicon:

Um grau deve ser marcado nos signos tropicais, que movem o mundo e alteram as estações. Alguns colocam este poder no grau 8, outros preferem o grau 10 e há um escritor que colocou  a mudança  das estações no primeiro grau. “

Sem dúvida, o escritor ao qual Manilius se refere é Hiparco.

No século II d.C. – segundo afirma o historiador Bouché Leclercq do século XIX – Ptolomeu adotou o zodíaco Tropical de Hiparco e rompeu com as origens, separando definitivamente o zodíaco dos signos e das constelações.

Diz Ptolomeu:

“Aqueles que não considerarem os equinócios e solstícios no princípio dos signos vão se equivocar no que se refere à sua natureza, que depende das distâncias dos pontos cardinais.” 

Contudo, Ptolomeu também não teve grande impacto em sua época e foi somente a partir do século IV que passou a ser adotado pelos últimos astrólogos clássicos. Foi desta maneira que posteriormente seu texto chegou aos árabes e, através deles, retornou à Europa. E é deste modo que o zodíaco Tropical foi se difundindo como modelo ocidental.

Em sua constituição intelectual, o zodíaco Tropical preservou nos signos os nomes das constelações próximas à faixa zodiacal que eles ocupavam na  ocasião da fixação de seu começo; não obstante, os signos nunca foram perfeitamente superpostos às constelações, já que estas têm dimensões muito variadas.

Astrologia Sideral Moderna versus Astrologia Tropical  

Em meados do século passado Cyril Fagan defendeu a utilização da precessão dos equinócios no ponto vernal e, consequentemente, para o movimento do zodíaco. Em seus livros, demonstrou o caráter sideral da originária astrologia babilônica e afirmou que, no começo, a precessão havia sido levada em conta. Com isto, Fagan atraiu seguidores na Inglaterra e Estados Unidos, dando início à tradição da Astrologia Sideral Moderna.

Embora ainda esteja longe de ser significativo no ocidente, desde a década passada vem aumentando gradualmente o número de astrólogos, especialmente nos Estados Unidos, que opta por uma linha que considera a precessão, antes designada como hindu e atualmente chamada védica.

Os defensores da Astrologia Sideral a consideram mais associada a acontecimentos sem levar em conta as questões psicológicas. Estes astrólogos consideram o zodíaco Tropical subjetivo por sua construção intelectual, mas os astrólogos que seguem o zodíaco Tropical lembram que o zodíaco Sideral não reflete os fenômenos vitais mais importantes da Terra, as estações do ano.

A Astrologia Sideral também usa a divisão do zodíaco em 12 partes iguais, alterando apenas a posição do ponto vernal, a partir do qual os signos são considerados.

Mas é importante considerar que a Astrologia possui diversas linhas e o fato de existirem dois zodíacos não impede que ambos possam ser válidos.

Contudo, especialmente a partir de 1996, muitos astrônomos começaram a abordar a necessidade de incluir um 13º signo, Ofiúco. Nos dias atuais, alguns astrólogos sideralistas já estão considerando Ofiúco.

De acordo com os astrônomos há muitos anos  o Sol percorre muito pouco da constelação de Escorpião (7 graus), passando a maior parte (23 graus) na faixa da constelação de Ofiúco. Na verdade esta constelação possui apenas uma estrela sobre a eclíptica, mas sua projeção está sendo mais considerada na eclíptica do que Escorpião, que também possui uma estrela sobre a eclíptica.

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Para nós, que utilizamos o zodíaco Tropical, a inclusão de um 13º signo nos parece completamente inverossímil porque, independentemente do número de constelações no caminho aparente do Sol, elas não interferem nos signos. Estes correspondem a uma divisão matemática da eclíptica em 12 partes iguais de 30 graus e, conforme o exposto mais acima, em nenhum momento os signos coincidiram com as constelações, cujos tamanhos são extremamente variáveis.

Titus Burckhardt, século XX, esclarece muito bem a respeito dos signos:

 “O céu sem estrelas é também o céu das doze ‘torres’ ou ‘signos’ do zodíaco, que não são idênticos às doze constelações zodiacais contidas no céu das estrelas fixas porque aqueles representam ‘determinações virtuais’ do espaço celeste.”  

Ademais, é necessário considerar que o próprio Calendário Juliano foi corrigido, no século XVI, para o atual Calendário Gregoriano, a fim de poder retificar as datas dos equinócios e solstícios, porque não coincidiam mais com a entrada das estações. Uma vez que esses quatro pontos são a referência para o zodíaco Tropical, o movimento das constelações na eclíptica não promove nenhuma alteração em relação aos signos.

 É necessário ressaltar que a Astrologia Tropical trabalha com as estrelas que, agrupadas, constituem as constelações, e para elas considera o movimento da precessão dos equinócios.

Vamos concluir com uma citação de Dane Rudhyar bastante adequada ao tema em pauta: “O Zodíaco Tropical é o marco perfeito no qual podemos ter acesso à evolução da espécie (sem dúvida, referindo-se às eras); as constelações podem ser vistas como se estivessem se movendo por trás do Zodíaco Tropical, do mesmo modo que ocorre com os planetas.”

Bibliografia:
Revista Sky & Telescope – Alexander Gurshtein – Outubro 1995.
Revista Beroso – B.L. van der Waerner – Primer semestre 2000.
The History of Horoscopic Astrology – James Hershel Holden – USA , 1996 – AFA
Star Names – Richard Allen – New York , 1963 – Dover Publications
L’Astronomie – Hygyn – Paris , 1983 – Les Belles Lettres
L’Astrologie Grecque – A. Boché-Leclercq – Paris, 1889 – Culture et Civilization
Précession des Équinoxes – François Villée – Paris, 1985 – Editions Traditionelles
Primer of Sideral Astrology – Cyril Fagan and Brigadier R.C. Firebrace – USA , 1971 – AFA
Zodiacs Old & New – Cyril Fagan – UK , 1951 – Ascella Publications
História da Astrologia – Kochu Von Stuckrad – São Paulo, 2007 – Editora Globo
Clave Espiritual de La Astrología Musulmana – Titus Buckhardt – Barcelona, 1998 – Sophia Perennis

Agradecimento
A Ângela Nunes que traduziu o texto do espanhol, pois perdi meu hd  em uma pane no computador eu não o tinha impresso em português.

Rio de janeiro, 17 de agosto de 2009.

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