VERTEX

Celisa Beranger e Patrícia Schatz

O Vertex foi descoberto pelo americano Lorne Edward Johndro, e desenvolvido por seu seguidor Charles Jayne. Segundo Johndro, todo corpo esférico carregado, como nossa terra, teria um componente magnético e um componente eletrostático. Ele sugeriu claramente que há não um, mas dois ascendentes, um magnético e um elétrico. Johndro considerou o Vertex o ascendente elétrico, enquanto o ascendente tradicional seria o magnético.

Os dois ascendentes explicariam a natureza dupla do homem. o voluntário (Ascendente) e o involuntário (Vertex).

Jayne considerava o Vertex como o ângulo mais impessoal da carta: o mais factual, não consciente e involuntário que teria relação com os encontros do destino, sendo assim bastante estudado em Sinastrias. Por exemplo: a Vênus de uma pessoa em aspecto com o Vertex da outra poderá, indicar relacionamentos muito importantes.

Planetas em aspecto com o eixo Vertex - Anti-Vertex, são considerados altamente acentuados, porém sua manifestação ocorre de forma totalmente inconsciente.

O Vertex tem o colorido da casa 07, porque sua atuação estaria ligada a outras pessoas, encontros, e associações. O Anti-Vertex oposto ao Vertex teria analogia com a primeira casa astrológica.

O Italiano Renzo Baldini, no estudo que apresentou sobre o tema em 1997, colocou um enfoque curioso: o vertex nada mais é do que o Ascendente do nosso Fundo do Céu. Ou seja, o Ascendente da nossa personalidade inconsciente a identidade da nossa alma. Este enfoque se explica porque para calcular o Ventex o Fundo do Céu é tomado como Meio do Céu.

Baldini, também admite a possibilidade dos encontros do destino, estarem ligados ao Vertex acrescenta entretanto que o ponto também pode individualizar a análise de uma possível desordem de conduta assim como alguma psicopatologia.

Astronomicamente o Vertex é o ponto de interseção da eclíptica - caminho aparente do Sol - com o primeiro vertical (o meridiano que liga o Zenith ao Nadir através do leste e oeste) a oeste. Este meridiano é perpendicular ao meridiano do observador . O ponto oposto ao Vertex, onde a eclíptica faz interseção a leste, é denominado Anti-Vertex, que é o ponto onde o primeiro vertical cruza a eclíptica a leste.

Para calcular o vertex, é preciso determinar primeiramente a co-latitude, o que é feito subtraindo a latitude do local nascimento de 90 graus. Nesse caso, passamos então a considerar o Fundo do Céu como o Meio do Céu.
Consultando uma Tábua de Casas, utilizando a co-latitude, encontramos o novo ascendente.
Por exemplo: para uma latitude de nascimento 40ºN; a co-latitude é 90 16º- 40º = 50ºN.
Para um Meio do Céu 11º 43' de Escorpião, o novo "Meio do Céu" é 11º 43' de Touro.

 

Também é possível encontrar o Vertex, usando um programa de computador com possibilidade de retificação. O mapa natal deverá ser calculado para a nova latitude e utilizar a retificação.

O Vertex localiza-se, normalmente, entre as casas 5 e 8, embora também possa ser encontrado, em alguns poucos casos nas Casas 4 ou 9.

Robert Hand, citou o Vertex em seu livro Horoscope Symbols, afirmando que muito ainda há de ser explicado a respeito do eixo Vertex - Anti-Vertex. Embora tendo examinado o eixo, mencionou não ter até a ocasião uma idéia clara quanto a sua utilização.

O Vertex também pode ser usado em técnicas. James Eshelman, o utiliza nas Revoluções Solares. Por exemplo: Marte em conjunção ao Vertex, em uma carta de Revolução Solar, poderia, explicar uma situação na qual a pessoa se encontra em meio a brigas e disputas, sem tê-las provocado voluntariamente.

 
Rio de janeiro, 27 de Agosto de 2002

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