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A Motivação na Estrutura de Aspectos – Psicossíntese Astrológica – Método Huber

Juan Saba (Argentina) em 23 de agosto de 2011

(Palestra apresentada no X Simpósio Nacional e II Internacional do SINARJ- 23/08/2008)

Introdução

O método Huber foi criado pelo casal suíço-alemão Bruno Huber e Louise Huber.

Até 1958 Bruno Huber entrou em contato com o psiquiatra Roberto Assagioli, que tinha em Florença um centro de estudos importante onde participavam pessoas de vários países.

Roberto Assagioli introduziu o conceito de Psicossíntese em 1910, como designação de um processo de crescimento através da integração de elementos da personalidade que estivessem separados, em uma entidade mais integrada. Assagioli entendia que cada um de nós possui, de forma inata, a capacidade de lançar mão do melhor de nós mesmos e que podemos escolher realizar esse processo de forma consciente.

A Psicossíntese e a Astrologia

A partir de sua formação com Roberto Assagioli, Bruno e Louise Huber uniram a Psicossíntese com sua própria concepção astrológica.

Elaboraram um método baseado em investigações propondo uma Psicologia do Ser Humano, que une os conhecimentos psicológicos modernos com o saber astrológico. Isto foi denominado Psicossíntese Astrológica.

As técnicas desenvolvidas permitem trabalhar as 4 etapas que conduzem à realização, segundo Assagioli. A esse conjunto de técnicas se denomina Método Huber.

A Carta Natal – Representação Simbólica do Ser Humano

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carta natal  mostra um potencial de energia que trazemos conosco nesta vida. Nela podemos ver e compreender a natureza desta energia através dos seguintes fatores:

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A Estrutura de Aspectos e a Motivação

A Estrutura de Aspectos é a primeira manifestação do centro não diferenciado e, portanto, contém informação original e é o caminho para tentarmos adentrar no mais profundo do Ser Humano.

Como imagem do corpo Causal, a Estrutura de Aspectos representa a visão da vida que trazemos ao nascer, visão que continuamos desenvolvendo através da experiência e que nos permitirá interpretar e dar sentido à nossa existência.

Na Estrutura de Aspectos, podemos apreciar duas funções principais, intimamente relacionadas:

  • A primeira é consciente e motivacional, responsável pela vontade de viver individual, da causa e da finalidade pelas quais vivemos.
  • A segunda, que poderíamos chamar cognitiva, define os termos através dos quais compreendemos a vida, o conceito que fazemos dela e o sentido que tem para nós.

Complementando a “imaginação criativa”, o Método Huber proporciona uma série de critérios como uma forma de aproximação do “propósito” expresso em uma carta.

  • Forma da Estrutura Gráfica
  • Posição, Ênfase e Direção
  • Coerência
  • Esquema de Cores
  • Figuras de Aspectos individuais

Forma da Estrutura de Aspectos

As linhas que representam os aspectos ao se conectarem entre si podem dar lugar a combinações que, por um lado, não definem um espaço fechado ou, por outro, formam triângulos ou figuras poligonais de quatro ou mais lados.

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Posição, ênfase e direção

Junto às considerações acerca da forma, são igualmente importantes na hora de observar a motivação interna de uma pessoa, a Posição, a Ênfase e a Direção da Estrutura de Aspectos no sistema de casas.

A posição da Estrutura de Aspectos, por hemisférios e quadrantes, é importante para compreender as motivações inerentes à mesma.

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Coerência

A estrutura de aspectos se compõe de figuras de aspectos individuais, que em alguns casos podem estar separadas – quer dizer, não alcançam conexão entre si, como mostra a figura.

A existência de Figuras de Aspectos separadas pode indicar um grau de separação ou divisão na motivação interna. Duas e às vezes mais figuras desconectadas entre si podem dar lugar a atitudes diferentes perante a vida, a orientações contrastantes e inclusive contraditórias.

A pessoa pode ter a sensação íntima de estar dividida ou experimentar forças que visam objetivos distintos. Pode indicar certo grau de insatisfação interna, uma vez que  perceba alguns esforços como ineficazes e, em casos extremos, uma falta de sentido que não consegue encontrar o significado da vida.

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Esquema de Cores

O emprego da cor no gráfico da Estrutura de Aspectos não só facilita o acesso sensorial a seu significado como também o coloca de acordo com as conotações psicológicas da cor.

Basicamente, a cor nos indica o “Modo de Ação” com o qual um indivíduo quer realizar o conceito de sua vida, quer dizer, as motivações básicas que emanam da forma da estrutura.

Mediante a cor, percebemos um componente qualitativo que estabelece diferenças na forma como a Consciência percebe o mundo. Segundo a cor que predomina na Estrutura de Aspectos, a pessoa seleciona ou filtra as circunstâncias da vida e interpreta as qualidades das energias dos Aspectos de forma diferente.

Quer dizer, a cor será importante na hora de entender a forma como a pessoa assimila a essência das experiências e as incorpora em sua estrutura de pensamento.

As Figuras de Aspectos

Finalmente, devemos considerar o fato de que a Estrutura de Aspectos é formada por figuras individuais.

As Figuras de Aspectos podem classificar-se da seguinte maneira:

1. Figuras formadas somente por aspectos de cor Vermelha (Eficiência e Rendimento)

2. Figuras formadas somente por aspectos de cor Azul (Talento)

3. Figuras formadas por aspectos Vermelhos e Azuis (Ambivalência)

4. Figuras formadas por aspectos Vermelhos e Verdes (Estímulo)

5. Figuras formadas por aspectos Azuis e Verdes (Projeção, Informação, Indagação)

6. Figuras formadas por aspectos Vermelhos, Verdes e Azuis (Esforço e Aprendizagem)

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Juan Saba é autor do programa Meridian (http://www.catharsoftware.com/) e do livro “Metodo Huber” do Editorial Kier.

 

Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2011.

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