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A Astrologia e a Crise

Celisa Beranger em 27 de junho de 2009

Publicado no JB de 27/06/2009

A Astrologia pode ser definida como o estudo da correlação entre os movimentos celestes e os eventos terrestres. Na verdade ela é uma forma de linguagem criada pelo homem para entender sua integração ao cosmo, que surgiu por volta de 2500 a .C na Mesopotâmia.

Inicialmente a Astrologia enfocava apenas as condições coletivas, mas a partir do século V a.C. ela voltou-se também para o individual.

A ampla divulgação do signo do Sol em horóscopos de jornais e revistas levou a maioria das pessoas a pensar que Astrologia é apenas isto, desconsiderando o amplo potencial deste saber. O signo solar apenas não pode indicar as singularidades de cada indivíduo, só a Carta Natal, popularmente conhecida como “mapa astral”, pode apresentá-las.

O astrólogo é o intérprete da linguagem astrológica, e alguns, dentre eles, continuam a pesquisar as questões coletivas e divulgam seus estudos na internet. Estes astrólogos previram, com alguns anos de antecedência, que o ano de 2008 seria o início de um tempo de crises e mudanças marcantes para a humanidade.

Esta conclusão foi alcançada por diversos fatores, dentre eles a entrada de Plutão signo de Capricórnio, onde permanecerá até 2024. Anão ou não Plutão é um planeta muito importante para as questões coletivas e durante seus 16 anos em Capricórnio testará os limites de todas as estruturas, sejam elas políticas, econômicas, culturais, geológicas ou ambientais e até a nossa própria estrutura individual.

Um outro fator, o estudo dos ciclos planetários, permitiu concluir que o confronto entre os planetas Saturno e Urano, exatamente a partir de setembro de 2008, daria início a uma série de tensões, que depois envolverão também os planetas Plutão e Júpiter, que se sucederão até 2015.

É importante observar que os astrólogos pesquisadores da Astrologia Mundial sabiam que, pelo menos nos últimos 100 anos, o confronto entre Saturno e Urano reverberaria fortemente sobre a política e a economia dos Estados Unidos. Por este motivo foi possível afirmar com antecedência que este país seria o foco de uma crise econômica aguardada desde o crescimento de sua bolha de hipotecas.

Contudo, entre o final deste ano e o de 2010, ocorre uma espécie de culminação das tensões, com a repetição de uma configuração ocorrida nos anos de 1930 e 1931, que, como sabemos, foram tempos muito difíceis e que tiveram graves consequências em termos econômicos e políticos.

A configuração que irá formar-se envolve os signos que correspondem aos equinócios (Áries e Libra) e a um dos solstícios (Capricórnio). Especialmente nestes signos, a figura já tensa é indicativa de uma grave turbulência mundial, que, sem dúvida, levará posteriormente a uma redefinição do caminho da humanidade e a uma nova ordem, como ocorreu anteriormente.

Atualmente, a ligação entre Júpiter e Netuno contribui para a esperança e ilusão de que o pior já passou, mas também pode ser vista como um alento positivo para uma etapa de tensões mais fortes e tem a vantagem de promover fé na humanização e na maior cooperação entre os países.

O SINARJ (Sindicato dos Astrólogos do Estado do RJ) promove anualmente um Simpósio para possibilitar o encontro entre astrólogos de diversos estados do nosso país e participam também astrólogos de outros países da América do Sul. Este encontro visa o debate de diversos enfoques e outras questões de interesse da Astrologia.

 

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2009

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